quarta-feira, março 26, 2008

Coisas da vida

Esses dias olhando a "Supernany" no GNT me lembrei dos meus tempos de Au Pair. Naquele ano conheci uma guria que me falou que desde antes de casar ela já avisou: "quero ser dona de casa e ter filhos, não quero saber de trabalhar".
Pois o noivo aceitou. no início pensei em como alguém conseguia optar por ser dona de casa, pra mim isto era algo simplesmente impossível, totalmente fora de cogitação. Bom, ainda é! Mas depois de um ano como Au Pair eu vi que esta pessoa tinha, de certa forma, alguma razão.
Não que agora eu vá declarar guerra contra mulhres independentes com filhos e marido e que trabalham fora, não de jeito nenhum. Minha objeção é ao tempo que as mães (e os pais também) passam com seus filhos.
Como Au Pair enfrentei situações em que os filhos dos outros chegaram a criar uma certa afinidade comigo, para algumas coisas, muito mais do que com os pais, sim era meu emprego passar o dia com eles, sem a presença do pai ou da mãe, naturalmente chega uma hora que a criança procura mais quem está o tempo todo presente com ela do que quem apareçe de vez em quando.
Por favor, não me levem à mal, mas existem mães que deveriam passar mais tempo com seus filhos, assim como existem filhos que não trocam a mãe por nada neste mundo mesmo quando passam o dia inteiro com uma babá e ai está tudo bem, a mãe tem sua independência e todos são felizes e completos.
Mas o ponto que eu queria chegar era que realmente, o dia que eu tiver um filho, daqui alguns anos - não agora -, vou querer passar mais tempo com ele, vou dar razão às donas de casa e vou curtir a infância! quer os outros aceitem ou não!

Dengue mata 49 no Rio este ano

Alerta no Estado da cidade Maravilhosa!

A Dengue está mais uma vez ai, tomando conta do pedaço que os brasileiros chamam de cidade maravilhosa, deve ser mesmo, nunca estive lá, mas conheço pessoas que amam esta cidade mais que a própria mãe!
Já são 32 mil contminados e 49 mortes desde janeiro de 2008. E o Rio Estado está "em pé de guerra" com os "Rios municípios". Estes culpam o governo pelo estado de calamidade, principalmente a capital, que diz que o governo do Rio passa mais recursos para o interior. Já o governo federal deste Estado diz que não adianta chorar o leite derramado e que agora é hora de agir.
(Opinião desta humilde jornalista: agora é hora de agir? E as pessoas que já morreram? Vão voltar a viver?)

Veja a crítica de Arnaldo Jabor, no Jornal da Globo de 25/03/2008:

O Rio está organizado para "não funcionar".
A dengue é apenas a forma microbiológica por onde se manifesta o caos da administração da cidade. Há outras epidemias. Não nascem em latinhas, mas na história da cidade e do estado, aliás, são endemias porque estão aí há décadas.
A mais trágica é a crassa ignorância política dos pobres que não puderam estudar, que são usados pelos demagogos, através da religião, do clientelismo, da compra de votos.
Outra vergonhosa endemia é a "cultura da malandragem" do carioca médio. Se bem que hoje somos malandros de terno esfarrapado e navalha sem aço.
O carioca é ideológico, reclama, mas deixa a política para os canalhas. Tudo se afoga no chopinho ou na praia. Chegamos no máximo a clamar pela paz, de camisa branca.
O Rio começou a acabar quando deixou de ser a capital da República e depois em 75, quando os militares fecharam o estado da Guanabara, para impedir que o MDB ganhasse as eleições.
Aí, recebemos a enxurrada de populismo e corrupção fluminense com governadores e prefeitos que nos destruíram. O Rio é uma calamidade urgente que tem de ser assumida pelo país como o desmatamento da Amazônia ou a seca do Nordeste.

Um abraço à todos e boa sorte pra quem for passear pela cidade maravilhosa!

Débora Paula Blum